Na
grande Florianópolis, a exemplo de tantas outras regiões, deste
nosso belo país, os serviços de transporte coletivo público são
deficitários! Poucos horários, ônibus lotados, desconforto, falta
de higiene, etc.
Imagine
acordar e sair de casa por volta das 5 ou 6 horas e ficar mais de uma
hora em pé, tentando não despencar numa curva ou numa freia brusca!
E faça todos os dias, de segunda a sábado, durante todos os meses
de um ano, ano após ano! Ai fica fácil compreender o anseio do
brasileiro em acreditar que ter o seu próprio carro é a solução.
Mas,
pergunte para quem tem carro, o que ele ou ela sentem quando ficam
presos no trânsito, em engarrafamentos. Pergunte a estes como ficam
suas finanças quando os combustíveis sofrem reajustes. Sem falar,
em como ficam nossas cidades, com tantos carros despejando fumaça e
mais fumaça no ar que respiramos.
Pergunte
a si mesmo se o nosso transporte coletivo público tem: motoristas
treinados, tendo como foco o atendimento ao cliente e direção
defensiva; bagageiros externos para grandes volumes e porta pacotes
internos para malas e bolsas menores; ar-condicionado e ventilação
natural interna; poltrona modelo “rodoviário” estofada com três
estágios de reclinação e suporte para os pés; som ambiente com
estações pré-definidas; transporte obrigatoriamente sentado, não
transporta passageiros em pé; revisão e limpeza semanal dos filtros
e sistema do ar-condicionado, conforme normas técnicas vigentes e
frota 100% inclusa em planos de manutenções preditivas e
preventivas.
Na
verdade, esses itens exitem sim, mas apenas para alguns poucos
privilegiados. A grande totalidade da população fica a ver
amarelinhos rodando, em dias de chuva ou de sol escaldante, muitas
vezes em abrigos quebrados e sem iluminação, enquanto aguardam seus
“busões”.
Alguém,
ai, pode dizer, que um transporte de qualidade, com todos os itens
acima, fica caro. Que o preço da passagem seria muito alta, e tantas
outras desculpas… Ou, simplesmente, poderia dizer que isso ai
reduzir os lucros das empresas de transporte e das fábricas e ou
concessionarias de veículos.
O
fato é que existe uma desigualdade! Que a maioria ainda banca os
privilégios de uns poucos. E que essa maioria ainda, infelizmente,
não acordou para isso.
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