sábado, 13 de junho de 2015

Cidadãos de Segunda Classe?



Na grande Florianópolis, a exemplo de tantas outras regiões, deste nosso belo país, os serviços de transporte coletivo público são deficitários! Poucos horários, ônibus lotados, desconforto, falta de higiene, etc.
Imagine acordar e sair de casa por volta das 5 ou 6 horas e ficar mais de uma hora em pé, tentando não despencar numa curva ou numa freia brusca! E faça todos os dias, de segunda a sábado, durante todos os meses de um ano, ano após ano! Ai fica fácil compreender o anseio do brasileiro em acreditar que ter o seu próprio carro é a solução.
Mas, pergunte para quem tem carro, o que ele ou ela sentem quando ficam presos no trânsito, em engarrafamentos. Pergunte a estes como ficam suas finanças quando os combustíveis sofrem reajustes. Sem falar, em como ficam nossas cidades, com tantos carros despejando fumaça e mais fumaça no ar que respiramos.
Pergunte a si mesmo se o nosso transporte coletivo público tem: motoristas treinados, tendo como foco o atendimento ao cliente e direção defensiva; bagageiros externos para grandes volumes e porta pacotes internos para malas e bolsas menores; ar-condicionado e ventilação natural interna; poltrona modelo “rodoviário” estofada com três estágios de reclinação e suporte para os pés; som ambiente com estações pré-definidas; transporte obrigatoriamente sentado, não transporta passageiros em pé; revisão e limpeza semanal dos filtros e sistema do ar-condicionado, conforme normas técnicas vigentes e frota 100% inclusa em planos de manutenções preditivas e preventivas.
Na verdade, esses itens exitem sim, mas apenas para alguns poucos privilegiados. A grande totalidade da população fica a ver amarelinhos rodando, em dias de chuva ou de sol escaldante, muitas vezes em abrigos quebrados e sem iluminação, enquanto aguardam seus “busões”.
Alguém, ai, pode dizer, que um transporte de qualidade, com todos os itens acima, fica caro. Que o preço da passagem seria muito alta, e tantas outras desculpas… Ou, simplesmente, poderia dizer que isso ai reduzir os lucros das empresas de transporte e das fábricas e ou concessionarias de veículos.
O fato é que existe uma desigualdade! Que a maioria ainda banca os privilégios de uns poucos. E que essa maioria ainda, infelizmente, não acordou para isso.

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